segunda-feira, 4 de abril de 2016

Primeiro Poema

Caráter
Tê-lo é uma dádiva,
Um prêmio silencioso
Que se apropria de sua humanidade
Procriando-se na alma.

Leões procuram sedentos nossa carne
São pecados.

Uma canção de ninar soa
Por lábios trêmulos e rachados
Cicatrizes refletidas no espelho.

O fruto avermelhado
Assemelha-se ao sangue em tuas mãos,
Há câmaras
Que saboreiam o lunático
Riscos na parede que guardam gritos
A fé abalada...

Onde Ele está?

Os corvos dançam em uma sintonia triste,
Inimigos comuns
Inverno que congela pulmões
E o exército que parte.

Martírios de sussurros
As tosses intermináveis.

Esqueléticos
Experimentos assustadores
Uma fábrica de falsos retratos
E trabalho forçado.

Os deixe com fome, Senhor da Guerra,
As suas riquezas continuarão estocadas
E a arte no seu coração.

Te condena a esta prisão
Colhendo grama na pobre cidade rica,
Para que possa oferecer ao teu filho doente.

Destruindo sonhos
E o silêncio de uma população em caos.

Flores murcham
Em decomposição,
Corpos jogados na calçada
Casas de madeiras e ratos que infestam o esgoto.

A luz faltou
E eles se fecham na casa mutilada por cupins,
As marcas do holocausto na pele.

O chão com folhas do outono,
As nuvens cinzas
Aterroriza a população.

E eles proferiram:
Tudo no Estado.

Estado vegetativo.
Estado morto.
Estado sem nada.

Por: Gabriele Araújo
Três de abril de dois mil e dezesseis.

Manufatura de Opinião – Os Pecados das Ditaduras.  

segunda-feira, 21 de março de 2016

Terceiro Texto

O Sistema Irreal
É muito comum fala-se sobre, sem mais enrolações ou que possam degolar de alguma forma todos os nossos aprendizados.
Somos ensinados a amar o sistema, e principalmente a respeita-lo, sem que nenhuma prece impeça de realizar este tipo de coisa.
O sistema nasceu em meados antigos, e humilhou outras pobres almas com riquezas imensuráveis no mundo. Gritou o plural do próprio sobrenome e nasceu na criança perdida, que nascia nas margens dos rios poluídos.
A culpa nunca é do cidadão, é da fábrica, dos dejetos que foram lançados e relançados nessa cadeia que se lasca nos teores de destruição em massa. Assim como tudo se cria, transforma e amplia, o nosso sistema está sendo gerido para cair. Não que isso seja uma boa notícia, caro leitor, as pessoas não estão preocupadas com o meio, mas quantos produtos você pode vim a desejar e comprar – tornando-se um consumista em potencial.
Nesta sociedade percebemos o quanto a nossa voz é um perigo, as armas de contra-ataque mais utilizadas são parte do aprendizado feroz e a admiração por ditadores perigosos como, Joseph Stalin.
É quase arrumar uma briga de ego, quando se trata de colocar em pauta um assunto que deve ser lógico e óbvio.
Nos tais verdadeiros livros de História não está escrito, porém como antiga aluna da rede estadual de ensino, eu percebi por entrelinhas e frases incompletas.
Além disso, é comum você se perder em um mundo lotado e ao mesmo tempo vazio de informações. Não se ensina a Economia de verdade, e é por isso que muitos alunos recorrem à cursos de humanas. Às vezes, querendo se tornar apenas dignos de salvar a pátria, com ideologias que não correspondem a toda sociedade brasileira.
Afinal, o que a sociedade brasileira quer?
Muito se questiona sobre, e é óbvio que eu sendo tão pequena talvez nunca saiba a verdade, mas quando deito a minha cabeça tão agitada no travesseiro, depois de mais um episódio de Friends ou quando terminei de ler um bom livro, eu sonho com a estabilidade. Devemos começar a retirar toda a sujeira que está nas entranhas da política brasileira e lutar pela a democracia de verdade.
E eu rogo ao meu Deus, por ter a minha própria religiosidade, que nos proteja da bandeira sangue e do seu desejo sanguinário de se erguer.
Talvez seja um desejo inadmissível ou ignorante demais para alguns, porém eu tenho os meus próprios pecados que precisam ser perdoados, e as minhas opiniões que se transformam ao longo dos anos.
Eu sou uma borboleta, caro leitor, e talvez ter patinhas assustadoras, asas coloridas demais ou viver pouquinho é chato, mas eu sei: O mundo necessita de uma mudança e estou aqui para começar...
Comigo mesma.
Por: Gabriele Araújo

Vinte e um de março de dois mil e dezesseis.
Abraços da Leitora e até a próxima.
Meu Blog Oficial: leitoraabstrata.blogspot.com.br.

domingo, 20 de março de 2016

Segundo Texto

Viva La... Produção (Parte I)
Quando a minha inspiração surgiu para criar o que viria a ser Manufatura de Opinião, eu já senti que haveria uma pequena diferença entre este Blog e Leitora Abstrata. Ambos já estão no meu coração e mesmo sendo tão pequenos, eles são consideravelmente uma das melhores coisas que já aconteceram comigo.
Quando se fala de áreas produtivas, já montamos em nossas cabeças o famoso filme de Charlie Chaplin. É comum. Porém, quando passamos a está mais atrofiado no estudo e todas as coisas que leva acontecer, sabemos: Produção tem controle, planejamento e programação. Esses tópicos são importantíssimos para quem sonha em trabalhar na área, e entrar em contato direto com os insumos que participam da árvore do produto.
Mas você deve ter em mente, caro leitor, tudo tem um controle, volto a repetir. Para algumas pessoas a Indústria só se importa em produzir e vender cada vez mais, e não é uma total mentira – mas a Logística foi criada para que isso não seja feito de forma tão insegura ou exageradamente.
O problema maior da sociedade não é o consumismo, e sim o achismo. Julga-se muito o capital, porém ele é um utensílio necessário em sua vida. Pode não admitir no começo, mas a verdade é que somos criados para gostar do material e sermos materialistas em potencial.
Saber que existem trabalhos escravos pelo o mundo afora, para logísticos não é bonito e nem muito menos adorável – se você pensa que apoiamos este tipo de prática, está muito enganado -, até porque existe aplicação da Sustentabilidade. Essa palavra não servirá somente para melhorar o meio ambiente, mas também para sustentar um sistema que valorize o ser humano.
Nessa pequena amostra do que seria a verdadeira manufatura, percebemos que muitos não contavam... Com a minha quase astúcia?
É completamente complicado ser tão direta e tentar falar de uma forma culta, sem que machuque de alguma forma outros grupos – logicamente, este jamais será o meu propósito, quero apenas colocar parte dos meus pensamentos em relação ao que acontece no mundo.
No meu outro texto retratei resquícios sobre a superprodução e Just In Time, e claro, ambos continuarão aparecendo nos meus próximos textos do Blog.
Por: Gabriele Araújo.
Vinte de março de dois mil e dezesseis.
Abraços da Leitora e até a próxima.

Meu Blog Oficial: leitoraabstrata.blogspot.com.br.

Primeiro Texto

Lotação
Perceber que o mundo se encontra em uma lotação de ideologias que divergem entre si, é quase uma dor muscular localizada na metade de suas costelas. O ser humano em si, é criado com a vontade de consumir, tornando-se o seu próprio inimigo. Mas, quando se coloca em pauta a relação da propriamente dita área de produção – temos o que chamamos a de superprodução. Vale frisar que, ambas têm uma forte ligação, porém, não são as mesmas coisas.
A filosofia que se preza essa ideia e mais conhecida como Just In Time, trata-se de um dos primeiros conceitos criados para prevenção da dita cuja, produção. Não vale a pena produzir demais, isto pode trazer um grande custo a indústria e fazê-la criar um monstrinho. O custo pode se tornar, tanto a falta de faturamento da empresa, quanto o aumento do produto para o cliente final. Por isso é criado variados conceitos e métodos que possam vim a prevenir estes tipos de erros na empresa.
Em momentos de crises as pessoas recorrem para as principais ideologias pesadas, que se atribuem a ser ensinadas na escola e que nos fazem acreditar em um mundo mais bonito, porém utópico. Eu não irei mentir para ti, caro leitor, mas eu acreditei nessa paisagem que procriaram em minha cabeça – mas nas entranhas dessas ideias, se vêm a ditadura e sabemos, as variadas teorias criadas foram aplicadas no holocausto alemão.
O mercado tem uma grande ligação com a economia, a valorização da indústria é importante para um país que quer ser uma potência no futuro. E é isso que eu quero prezar neste texto sobre a minha digníssima opinião.
Sou, orgulhosamente, estudante de Logística, sonho em trabalhar com Produção e Sustentabilidade.
Eu quero deixar para os meus sobrinhos e filhos um exemplo de vida, que preze a dignidade humana e principalmente, um mercado estabilizado, a que eles possam ter tudo que desejar, na hora que eles quiserem – assim como a filosofia do Just In Time preza!
Por: Gabriele Araújo
Vinte de março de dois mil e dezesseis.
Abraços da Leitora e até a próxima.
Meu Blog Oficial: leitoraabstrata.blogspot.com.br